Como acolher os alunos na retomada às aulas?

Há cerca de três meses o mundo o mudou. Com a rápida disseminação do novo coronavírustivemos que enfrentar uma outra realidade no dia a dia. Alterar a rotina não foi fácil para ninguém. Adotar o distanciamento social e se adaptar ao novo normal ainda é um desafio para muita gente. As relações físicas com o outro, a liberdade de frequentar parques, shoppings e lugares para se divertir com os amigos precisaram ser interrompidas.  

Sem muito planejamentoos educadores tiveram que correr contra o tempo para garantir a educação de forma on-line para os estudantes, e evitar que fossem prejudicados em relação ao calendário escolar. De acordo com o jornal O Globo, 57% dos estudantes brasileiros do ensino médio tiveram aulas em casa.  

Neste momento, além de lidar com toda adaptação na nova rotina, notícias negativas e o domínio de novas habilidadestivemos que enfrentar alguns sentimentos, como o medo, a insegurança, a ansiedade e até mesmo a tristeza. O longo período sem afeto físico com o outro pode ter nos deixado menos colaborativos e por isso é importante entendermos como lidar com as nossas emoções ajudar os alunos a compreenderem no retorno às aulas presenciais.  

Esse período de retomada deve ser feito com cautela tanto na higiene do ambiente, quanto na acolhida dos alunos. Os professores podem abordar atividades que ajudem os alunos a entenderem o outro, saber da importância de ter persistência em relação as adversidades da vida, estar focado para continuar firme em busca do seu propósito etc.  

Para que isso ocorra, é importante o desenvolvimento das competências socioemocionais, que segundo o Instituto Ayrton Senna, são influenciadoras do modo como uma pessoa pensa, sente, decide e age em determinada situação, ou seja, incluem a capacidade de cada um lidar com suas próprias emoções e se relacionar com o outro.  

As competências não são fixas e manifestam-se com intensidade e modos diferentes de acordo com os elementos sociais e culturais que atravessam a história de cada pessoa, e sendo, assim, possíveis de serem desenvolvidas ao longo da vida.  

Mas como abordar as competências socioemocionais e acolher os alunos? 

 É importante explicar para os alunos o que são as competências e como o seu desenvolvimento na vida de cada um possui um impacto positivo para enfrentar esse período. Selecionamos algumas competências fundamentais para serem abordadas e quais atividades dentro de cada uma podem ser propostas aos estudantes. Confira: 

 Empatia:  

 É a capacidade de se colocar no lugar do outro, é como se sentir na pele de uma pessoa e entender suas necessidades e sentimentos. É como colocar o calçado do outro, identificando quando, onde e como machucam.  

  Como abordar nesse retorno às aulas? 

Educador, é importante convidar os alunos a se expressarem sobre como estão se sentindo e o que estão pensando naquele momento de volta às aulas. Além de ajudá-las a entrar em contato com os próprios sentimentos, esta simples ação permitirá entrar em contato com as emoções e necessidades dos colegas e professores, pilares de uma relação empática e de apoio mútuo.  

  • Foco e persistência 

Foco é capacidade que temos em nos concentrar nas tarefas e assim evitamos ceder aos estímulos de distração. Permanecer focado é especialmente difícil quando as atividades que estamos trabalhando não são muito interessantes, repetitivas ou desafiadoras. 

Persistência é superar os desafios para atingir os objetivos, persistindo em terminar as tarefas ou ações planejadas. É evitar a procrastinação e fazer um compromisso consigo mesmo. 

Como abordar nesse retorno às aulas? 

Na volta às aulas presenciais, serão muitas as distrações e preocupações. Por isso, é importante manter os alunos focados e persistentes. Não alimente Fake News” e mantenha o diálogo com professores para que o tema COVID-19 não seja assunto central das aulas. Informação é importante e necessária, mas acessá-las o tempo todo, pode aumentar a ansiedade e as angústias com a situação vivida, além de tirar o foco de outros temas importantes.  

Relembre aos alunos que tudo o que estão vivendo é uma fase. Reconecte-os aos seus principais objetivos e metas.  

Responsabilidade: 

É uma habilidade que todos devem desenvolver durante a vida. É por meio dela que será possível cumprir os compromissos, chegar no horário combinado e se tornar uma pessoa mais confiável durante as atividades que se propõe a fazer.  

Como abordar nesse retorno às aulas? 

Relembre aos alunos que a principal responsabilidade neste momento é proteger a si e aos outros de ficarem doentes. Enfatize a importância dos hábitos de higiene como lavas às mãos com sabão e/ ou álcool, cobrir a boca e o nariz com um lenço ou cotovelo ao espirrar e tossir. E, o mais importante, comunicar caso perceba algum sintoma da COVID-19.  

  • Tolerância ao Estresse: 

Essa competência diz respeito ao quanto conseguimos administrar os nossos sentimentos. Desenvolver essa habilidade é importante porque nos ajuda a encontrar o caminho para manter a calma em momentos difíceis ou desafiadores. O medo, a ansiedade e apreocupação são reações normais que todas as pessoas apresentam quando estão diante de uma situação que a tira da zona de conforto. 

Como abordar nesse retorno às aulas: 

São muitas situações de estresse e outras emoções desconfortáveis que os alunos e todos nós estamos vivendo. Por isso, é fundamental reservar momentos que sejam gatilhos para emoções agradáveis e positivas, por exemplo, instituir o momento de compartilhar conquistas e novas descobertas.  

  • Criatividade e Interesse Artístico: 

A Criatividade e o Interesse Artístico são duas competências socioemocionais que compõem o macrocampo Abertura ao Novo.  Elas estão ligadas a capacidade de imaginar e ter habilidades criativas para nos expressarmos com linguagens variadas como a verbal, a visual, a musical, a corporal etc.  

 Como abordar nesse retorno às aulas: 

A pandemia trouxe muitas limitações, talvez alguns hábitos dos alunos na escola já não podem ser os mesmos, como se sentar em roda no intervalo para conversar. Sendo assim, estimule a criatividade e a troca entre os alunos para que possam reconfigurar suas antigas rotinas na escola de forma divertida e inédita. 

 Medidas de Higiene que devem ser praticadas diariamente no retorno às aulas: 

1 – Desinfectar as escolas; 

2 – Medir a temperatura na entrada e pelo menos uma vez ao longo do período de aula; 

3 – Usar máscaras; 

 Lavar as mãos com frequência; 

5 – Disponibilizar displays com álcool em gel nos corredores, banheiros, salas e outros ambientes da unidade escolar; 

 6 – Deixar os bebedouros apenas para encher squeezes; 

 7 – Priorizar por mais aulas ao ar livre; 

 8  Deixar os ambientes com bastante ventilação, principalmente as salas de aula; 

 9 – Afastar professores do grupo de risco.  

 My Life 

O My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.   

Evento socioemocional

Qual a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais neste período de pandemia?

Nos últimos meses o mundo passou por uma grande mudança. De maneira repentina, a pandemia da Covid-19 interrompeu as relações e forçou o distanciamento e isolamento social. Adotar a medida imposta pelas autoridades foi a única saída encontrada para evitar que o vírus se disseminasse mais rápido e atingisse mais pessoas.

O confinamento em massa trouxe para todos vários sentimentos como o medo, a tristeza, a angústia e a sensação de solidão. Neste momento é fundamental o desenvolvimento das competências socioemocionais para saber lidar com o novo normal e diminuir os efeitos das emoções.

“As competências socioemocionais, irão nos ajudar na administração dessas emoções, no entendimento do que está acontecendo e assim minimizar os reflexos negativos desse processo e fazer com que eles tragam mais crescimento, amadurecimento e menos sofrimento.” Afirma Erika Lino, diretora do My Life – Educação Socioemocional.

Os efeitos emocionais da pandemia também foram sentidos na educação. Educadores de todo o mundo precisaram se afastar de seus alunos e passaram a manter contato apenas de forma virtual. Os estudantes também estão se adequando a esse período porque as relações físicas com os amigos precisaram ser cortadas.

Por isso, nesta quinta-feira (30), o My Life – Educação Socioemocional realiza o evento “Emoções em Foco”, onde discutirá sobre como as competências socioemocionais podem ajudar no dia a dia. Além disso, trará também depoimentos de professores, que vão contar como estão as emoções, e a rotina de famílias que precisaram se adaptar ao período.

“O evento trará um grande debate e uma reflexão de como as competências socioemocionais são importantes para o desenvolvimento e crescimento dos nossos jovens e adolescentes. Elas já eram fundamentais antes da pandemia, são extremamente importantes durante a pandemia e serão necessárias pós-pandemia. O My Life hoje está preparado para atender adolescentes e jovens e prepará-los para os desafios século XXI.” Conclui Erika. 

Mantenedores, gestores educacionais e diretores que ainda não possuem uma Educação Socioemocional ou que tenha implantada na escola, mas queira trabalhar com a única solução do Brasil com embasamento científico e conteúdos ampliados para a Educação Bilíngue, conheça mais sobre o My Life!

My Life 

O My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.  

É tempo de empatia

Colocar-se no lugar do outro é essencial em tempos de distanciamento social

Talvez estejamos vivendo o momento, das últimas décadas, que mais nos convida ao desenvolvimento da empatia. Todos, de alguma forma, fomos impactados pelo Covid-19, estamos mais sensíveis e sensibilizados às necessidades e dores alheias. Estamos cientes da importância de colaborar para melhorar a qualidade de vida de todos.

Mas, o que é empatia?

A palavra empatia resulta da tradução original de Einfühlung do alemão, expressando a ideia de “sentir-se na pele de outro”. Para representar essa ideia, na língua inglesa, é utilizada a expressão “put yourself in someone’s shoes”, que representa a essência da empatia, pois nos convida a nos colocar no lugar do outro, mas pela perspectiva do outro. Calçando seus sapatos e identificando onde, como e quando eles machucam.

Empatia também é uma das 17 competências socioemocionais definidas pelo Instituto Ayrton Senna. Segundo ele, empatia é usar nossa compreensão da realidade, da vida e habilidades, para entender as necessidades e sentimentos dos outros, agir com bondade e investir em nossos relacionamentos, ajudando e prestando apoio e assistência.

Quando empáticos, somos mais gentis e atenciosos com os outros. É como cuidar de nosso jardim, a empatia nos ajuda também a cultivar o relacionamento com nossos familiares e amigos.

Brené Brown, em seu vídeo que viralizou há um tempo, Empatia ou Simpatia, nos mostra que ser empático é uma escolha que nos coloca em uma posição vulnerável, pois para se conectar com o outro é necessário conectar-se primeiro com você mesmo para reconhecer aquilo que o outro está sentindo. E fazer isso conscientemente nem sempre é fácil ou agradável.

No entanto, ser empático também pede mais quatro atributos:

  • Tomada de perspectiva – habilidade de ver sob a perspectiva do outro ou reconhecer a perspectiva dele como sua verdade;
  • Não fazer julgamentos – o que não é fácil pois fazemos isso automaticamente;
  • Reconhecer as emoções dos outros;
  • Comunicar o que reconheceu.

Em tempos de isolamento, nossa referência social e percepção de como nosso comportamento impacta o outro diminuem pela própria situação de distanciamento social. Também ficamos mais imersos em nossas próprias emoções e pensamentos e menos tolerantes às dores alheias. Todo esse cenário torna mais difícil a tomada de perspectiva e suspensão de julgamentos que um olhar empático pede. Atente-se a isso e antes de se relacionar com os demais, se distancie um pouco e tente compreender o cenário pela perspectiva de cada um que o compõe.

Leandro Karnal e Marcelo Tas, nas lives da Conexia Educação destacaram a importância da empatia neste momento e indicaram momentos em família e a leitura como poderosos aliados neste (e sempre).

Confia as lives de Leandro Karnal e Marcelo Tas.

Desenvolver empatia é um ato de abraço pelo outro, mostra humanidade e traz confiança diante de incertezas.

Vamos praticar a empatia no dia a dia?

My Life

O My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.