Competências Socioemocionais

Qual a importância do seu desenvolvimento neste período de quarentena?

As emoções possuem papéis muito específicos e adaptativos, desempenhando funções fundamentais para a vida em sociedade. Elas otimizam a percepção sensorial, melhorando a detecção de estímulos ameaçadores e ativando as respostas comportamentais que damos a eles; auxiliam a tomada de decisões, aumentando a memória para eventos importantes, e orientam interações pessoais.

Em tempos de isolamento social, é natural que emoções fiquem a for da pele, pois estamos em uma situação nunca vivida para a maioria das pessoas. Não possuímos repertório para lidar com o que está acontecendo. Home office, homeschooling, duas ou mais pessoas dividindo o espaço da casa com videoconferências importantes de trabalho, crianças tendo aulas on-line ou brincando, precisando de atenção e apoio. Podemos ter também as férias não planejadas ou a ausência de trabalho. Vamos aprendendo a cada dia com as novas situações.

Todo esse contexto ocorre, muitas vezes, longe das pessoas que amamos e que nos provocam a percepção de segurança, o que pode nos deixar mais tristes, receosos e estressados. Perdemos nossa sensação de controle das situações, do tempo e das coisas, o que nos deixa mais inseguros, irritados, frustrados. Tudo isso afeta nosso autoconhecimento e autoconfiança, pois em meio ao caos já não conseguimos identificar os recursos internos que temos (e todos os possuem) para lidar com as situações mais desafiadoras.

O desenvolvimento de competências socioemocionais é fundamental nesse momento. Pois, proporciona o fortalecimento de nossos recursos internos para que possamos enfrentar esse momento desafiador para todos.

Competências socioemocionais

As competências socioemocionais são um conjunto de habilidades que todas as pessoas possuem dentro de si. Elas são influenciadoras do modo como uma pessoa pensa, sente, decide e age em determinada situação, ou seja, incluem a capacidade de cada um lidar com suas próprias emoções e se relacionar com o outro. Sabe-se que elas não são fixas e manifestam-se com intensidade e modos diferentes de acordo com os elementos sociais e culturais que atravessam a história de cada pessoa e assim são possíveis de serem desenvolvidas ao longo da vida.

Você pode até não identificar, mas o uso das competências socioemocionais está presente em vários momentos da nossa vida, por exemplo: quando começamos a fazer uma tarefa e persistimos mesmo com preguiça ou quando o desafio se mostra maior que o imaginado. Quando utilizamos nossa criatividade para fazer algo diferente ou aprendeu a tocar algum instrumento. Quando nos colocamos no lugar do outro e o ajudamos a enfrentar uma situação difícil ou a comemorar uma conquista. Todas essas ações, muito comum no dia a dia, são requerem competências socioemocionais.

Na educação, os alunos que têm competências socioemocionais possuem melhores índices de aprendizagem. Estudantes mais organizados, focados e confiantes aprendem mais. Alunos mais persistentes e resilientes possuem maior comprometimento com objetivos de longo prazo e lidam melhor com frustrações e conflitos. Isto porque a aprendizagem dos conteúdos curriculares não envolve apenas competências ligadas ao raciocínio e à memória, mas exige também motivação e capacidade de controlar a ansiedade e outras emoções.

A vice-presicente de educação do Instituto Ayrton Senna, Tatiana Filgueiras, participou de uma live da Conexia Educação, na qual enfatizou a importância do desenvolvimento de competências socioemocionais como foco da educação atual e ressaltou a permanência de seus benefícios para toda a vida.

“Uma competência que se chama Autogestão está associada ao aprendizado de matemática. O aluno que tem essa competência aprende em um ano letivo, o equivalente a três meses a mais do que um aluno que não tem, então desenvolver essa competência é importante não só para agora, mas é importante para a escola e ela está associada a ganhos que temos ao longo de toda a vida”, Tatiana.

Confira a Live completa da Conexia Educação com Tatiana Filgueiras

 My Life 

O My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.  

 

Procrastinação

procrastinação-educação-covid

Como otimizar o tempo e cumprir às tarefas neste período de pandemia? 

Nos últimos tempos, a população passou a conviver com uma realidade nada comum no dia a dia, o distanciamento social. Com esse novo formato foi preciso enxergar o mundo por outra perspectiva e adaptar-se a uma nova rotina. As aulas passaram a ser em casa e os encontros do trabalho por videoconferências. Diante deste cenário, o maior desafio para muitos está sendo o de cumprir os prazos para realizar as tarefas, aprender uma nova habilidade e enfrentar a procrastinação.  

Mas, o que é procrastinação? 

A palavra procrastinação tem origem do latim procrastinare e significa adiar, protelar um assunto para o dia seguinte. Hoje, usamos para as situações em que não realizamos as atividades que nos comprometemos a fazerquando buscamos constantemente o adiamento de algo ou quando a demoramos e atrasamos para finalizar as tarefas. Neste período de distanciamento socialcom o trabalho e o estudo em casa, somos propensos a procrastinarmos mais e deixar alguns afazeres importantes de lado. Muitas vezes nos distraímos, desanimamos ou simplesmente temos alguma dificuldade na atividade proposta e desistimos 

Com essa forma de encarar os deveres do cotidiano, vamos atrasando o que deveria ser entregue e colocando em jogo a confiança que as pessoas depositam em nós.  

Para cumprir essas atividades rotineiras, é preciso desenvolver algumas habilidades para que seja possível realizar os desafios do dia a dia, sejam eles na vida profissional ou escolar.   

O professor e palestrante Leandro Karnal fez uma provocação com relação a este tema na live Escola #EmFamília da Conexia Educação: “Se não for agora, quando será, se não for eu quem será?” 

Clique aqui para assistir a live no canal da Conexia Educação no youtube

Partindo dessa reflexão, destacamos a você internauta duas competências socioemocionais que são fundamentais neste processo e que vão ajudaa evitar a interrupção das atividades ou adiamento das mesmas, são elas: persistência e organização. 

De acordo com o Instituto Ayrton Senna, a persistência é quando superamos obstáculos para atingir objetivos importantes, persistindo e terminando as ações planejadas. A ênfase em completar tarefas já iniciadas, em vez de procrastinar ou desistir. Está relacionado a conceitos de perseverança e esforço. 

Ainda segundo o Instituto, organização é outra competência importante para ajudar a evitar a procrastinação, ela diz respeito ao fato de ser eficiente, apresentável, pontual e sermos organizados em relação a vários deveres da vida, seja no ambiente escolar ou profissional. Desenvolver essa habilidade socioemocional é ser capaz de respeitar o próximo cumprindo com as entregas no prazo e fazer as atividades do dia a dia com efetividade. 

Algumadicas de organização para ter sucesso no seu dia a dia:  

– Tenha uma agenda e/ou um calendário por perto para registrar as tarefas que devem ser cumpridas; 

– Utilize um planner online para colocar as atividades e sempre receber um alerta quando o prazo de entrega estiver chegando; 

– Estipule horários para realizar as tarefas, 

  • Exemplo: 

Vida profissional: acorde cedo, troque o pijama por uma roupa confortável, e coloque limites de horários para realizar as demandas do trabalho; 

 Vida escolar: organize a rotina um dia anterior, acorde cedo, estabeleça horários para fazer as atividades, tenha uma mesa de estudos limpa e organizada.  

Como você está cumprindo as tarefas neste período de quarentena? Vamos deixar a procrastinação de lado e focar para realizar as atividades? 

 My Life 

My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.  

É tempo de empatia

Colocar-se no lugar do outro é essencial em tempos de distanciamento social

Talvez estejamos vivendo o momento, das últimas décadas, que mais nos convida ao desenvolvimento da empatia. Todos, de alguma forma, fomos impactados pelo Covid-19, estamos mais sensíveis e sensibilizados às necessidades e dores alheias. Estamos cientes da importância de colaborar para melhorar a qualidade de vida de todos.

Mas, o que é empatia?

A palavra empatia resulta da tradução original de Einfühlung do alemão, expressando a ideia de “sentir-se na pele de outro”. Para representar essa ideia, na língua inglesa, é utilizada a expressão “put yourself in someone’s shoes”, que representa a essência da empatia, pois nos convida a nos colocar no lugar do outro, mas pela perspectiva do outro. Calçando seus sapatos e identificando onde, como e quando eles machucam.

Empatia também é uma das 17 competências socioemocionais definidas pelo Instituto Ayrton Senna. Segundo ele, empatia é usar nossa compreensão da realidade, da vida e habilidades, para entender as necessidades e sentimentos dos outros, agir com bondade e investir em nossos relacionamentos, ajudando e prestando apoio e assistência.

Quando empáticos, somos mais gentis e atenciosos com os outros. É como cuidar de nosso jardim, a empatia nos ajuda também a cultivar o relacionamento com nossos familiares e amigos.

Brené Brown, em seu vídeo que viralizou há um tempo, Empatia ou Simpatia, nos mostra que ser empático é uma escolha que nos coloca em uma posição vulnerável, pois para se conectar com o outro é necessário conectar-se primeiro com você mesmo para reconhecer aquilo que o outro está sentindo. E fazer isso conscientemente nem sempre é fácil ou agradável.

No entanto, ser empático também pede mais quatro atributos:

  • Tomada de perspectiva – habilidade de ver sob a perspectiva do outro ou reconhecer a perspectiva dele como sua verdade;
  • Não fazer julgamentos – o que não é fácil pois fazemos isso automaticamente;
  • Reconhecer as emoções dos outros;
  • Comunicar o que reconheceu.

Em tempos de isolamento, nossa referência social e percepção de como nosso comportamento impacta o outro diminuem pela própria situação de distanciamento social. Também ficamos mais imersos em nossas próprias emoções e pensamentos e menos tolerantes às dores alheias. Todo esse cenário torna mais difícil a tomada de perspectiva e suspensão de julgamentos que um olhar empático pede. Atente-se a isso e antes de se relacionar com os demais, se distancie um pouco e tente compreender o cenário pela perspectiva de cada um que o compõe.

Leandro Karnal e Marcelo Tas, nas lives da Conexia Educação destacaram a importância da empatia neste momento e indicaram momentos em família e a leitura como poderosos aliados neste (e sempre).

Confia as lives de Leandro Karnal e Marcelo Tas.

Desenvolver empatia é um ato de abraço pelo outro, mostra humanidade e traz confiança diante de incertezas.

Vamos praticar a empatia no dia a dia?

My Life

O My Life – Educação Socioemocional, marca da Conexia Educação, em parceria pedagógica do Instituto Ayrton Senna, tem como objetivo promover a construção de um projeto de vida saudável para adolescentes do Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais e conteúdos ampliados para educação bilíngue. Possui conteúdo 100% alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), principalmente ao que se refere ao desenvolvimento das competências gerais. E todo embasamento científico que apenas o Instituto Ayrton Senna, organização reconhecida como cátedra UNESCO para Educação e Desenvolvimento Humano pode fornecer. Com uso de metodologias ativas e conteúdos multidisciplinares, interdisciplinares e bilíngues, trabalha aspectos como projeto de vida, valores, colaboração, capacidade de resolver problemas e criatividade.

Mudanças: competências socioemocionais auxiliam crianças e adolescentes no início do ano letivo

O início de uma nova
etapa é sinônimo de muitas mudanças e expectativas. A troca de escola, novos
professores e colegas de classe, desafios da nova série e até mesmo a retomada
do cotidiano após as férias podem ser considerados gatilhos para despertar um
misto de sentimentos em crianças e adolescentes no início das aulas.

Para auxiliar os alunos
neste período, é fundamental promover o desenvolvimento de competências
socioemocionais, como a empatia e a autoconfiança. “Essas competências são
poderosos instrumentos para a autonomia do estudante, possibilitando que ele
avalie todas as variáveis e tome as melhores decisões”, afirma Maria Tereza de
França Souza, gerente de produto da Conexia Educação.

Elegemos algumas
competências a serem desenvolvidas para gerenciar as emoções dos alunos neste
início do ano letivo. Confira:

Empatia

Compreender, cuidar e
dar apoio ao outro. A empatia é a palavra da vez! Neste momento é fundamental
que os educadores, pais e responsáveis sejam empáticos e pratiquem essa
habilidade em sala de aula – e em casa – para que os alunos também entendam as
necessidades e sentimentos dos outros, abrindo espaço para o cultivo de novas
amizades.

Autoconfiança

Quando falamos em
desenvolvimento pessoal, a autoconfiança é uma atitude que pode ajudar o
estudante a acreditar nele mesmo e fazer as coisas acontecerem – driblando
pré-julgamentos e pensamentos negativos. Ajude os alunos a ver o lado positivo
da vida, a reconhecer suas potencialidades, e tudo dará certo!

Tolerância ao estresse

Medo, ansiedade e
preocupação são emoções que todos sentimos diante de situações que saem da
rotina. Essa competência auxilia as crianças e adolescentes a administrarem os
sentimentos negativos que podem surgir nesses momentos, lidando com eles de
forma construtiva e positiva.

Foco

Manter o foco depois de
mais de um mês de férias pode ser uma tarefa não muito fácil, não é mesmo?
Pratique atividades que ajudem a direcionar toda a atenção dos estudantes na
aula ou tarefa proposta – isso vai ajudar, inclusive, no resultado do
aprendizado. Nesses casos, praticar uma técnica de respiração consciente pode
auxiliar a acalmar e focar. Vamos nessa?

Conexia Educação

A Conexia Educação é uma empresa do Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro), criada para pensar a educação do futuro, fornecendo para instituições de Educação Básica inúmeras soluções educacionais, que vão desde o uso da inteligência artificial até as mais modernas ferramentas para auxiliar professores e diretores no ensino e gestão das escolas por meio de suas renomadas marcas: AZ Escolas em Rede, Pueri Bilíngue, Múltiplo, High Five Bilingual School e My Life Educação Socioemocional. Saiba mais em www.conexia.com.br

Competências profissionais do século 21

Conheça as Competências Profissionais do Século 21

Diante de um cenário de mudanças e transformações tecnológicas, encarar os assuntos do dia a dia e se preparar para o futuro pode ser um desafio. O profissional do século 21 precisa saber como se relacionar e criar estratégias para solucionar os mais diversos assuntos em um cenário de constante impermanência.

É essencial o desenvolvimento de competências socioemocionais para pensar, sentir, decidir e agir de forma mais saudável e construtiva. Qualquer pessoa pode conquistar essas competências durante a vida visando maior facilidade em resolver as situações e lidar com os desafios já no ambiente educacional.

Para os próximos quatro anos, mudanças socioeconômicas terão impacto direto no mercado de trabalho, tanto no surgimento de novas profissões, quanto no desaparecimento de outras. Pensando assim, selecionamos algumas competências que todo profissional precisa dominar, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, e que podem ser desenvolvidas por meio de um processo de educação socioemocional.

Aprendizado ativo e estratégias

Ser curioso para aprender todos os dias e não se contentar com assuntos superficiais. Mirar no aprendizado do conteúdo com o intuito de explorar, compreender, questionar e expor os assuntos a fim de desenvolver o pensamento crítico. 

Resolução de problemas complexos

Desenvolver a habilidade de solucionar problemas complexos no ambiente profissional traçando estratégias é fundamental para ser bem-sucedido nesta era de Quarta Revolução Industrial.

Criatividade

Fazer, tentar errar, integrar e aprender. Ter uma imaginação criativa é ver as coisas por outra perspectiva e criando-a de várias maneiras.

Inteligência Emocional

Saber lidar com as emoções é fundamental aos profissionais dessa nova era. É importante saber ouvir, estar disposto a ajudar, ter autocontrole, consistência e regular as emoções de acordo com o contexto.

Orientação para servir

Tratar o outro como gostaríamos de ser tratados é um diferencial grande e mostra respeito pelo próximo. O profissional precisa saber conversar, dar atenção, tratar as pessoas com bondade, educação respeitando as crenças e convicções.

Vamos juntos desenvolver competências socioemocionais?